Conto De Natal

Mestre

Poeta recién llegado
Nas noites frias em que eu me confortava no aconchego do meu lar,
Vários não tinham um aconchego para se acomodar;
Nos dias quentes junto à sombra de um ipê sob o qual bebia com os amigos,
Muitos eram aqueles que não tinham o que beber e nem como se esconder do sol escaldante;
Quando saia sem rumo a viajar com meu carro importado,
Não percebia que diversas crianças caminhavam quilômetros a pé para ir a escola;
Ao comprar roupas finas em lojas soberbas e extraordinárias,
Nem olhava para o outro lado da rua onde maltrapilhos viviam a mercê da própria sorte;
Ao sentar-me confortavelmente no meu sofá de couro cru a ler meu livro,
Esquecia que muitos são os analfabetos;
Bem acomodado já na escrivaninha,via no álbum as fotos de meus pais,esposa e filhos,
Sem dar-me conta que muitos não tiveram um pai,uma mãe ou uma família;
No ápice da celebração natalina ao brindar a felicidade,a paz e o amor,
Esqueci de que diversas vezes na minha na minha empresa fui convidado a doar uma hora em prol dos desfavorecidos;
E limitei-me a dizer que tempo é dinheiro;
Hoje depois de muito tempo passado vivo o exílio de minha solidão,
Meus filhos ficaram com tudo que tinha,
Minha mulher trocou-me por outro,
Para mim restou apenas um quarto escuro em um asilo,
No qual relembro tudo o que o dinheiro pode comprar,
E do que dele tão pouco recebi,
Talvez agora perceba que quando tive tudo,na verdade não tinha nada,
Pois o que se apresentava para mim era apenas o desejo de mais e mais,
Comemoro nesta data junto aos meus companheiros de convívio mais um natal,
A árvore,já não é tão grande e já não brilha tão forte,
Mas o espírito natalino;este sim;torna-se cada vez maior,
À medida que tomo consciência de que nossa verdadeira missão
È ajudar o semelhante,estendendo-lhe a mão,
Para que encontre a paz e o amor,
O qual tanto procurei no deleite da riqueza,
E que apenas fui encontrar na humildade da pobreza.
 

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